IA oferece soluções de eficiência energética, mas é ela mesmo um super consumidor

IA oferece soluções de eficiência energética, mas é ela mesmo um super consumidor

Apesar das opiniões do uso da Inteligência Artificial (IA) ser dual, esta aparece em destaque no relatório que a OCDE divulgou esta quarta-feira. De acordo com o relatório a IA está a emergir como uma das principais ferramentas para mitigar o impacto económico da crise energética global.

RTP Antena 1 / Adicionar como fonte informativa
Foto: Science Photo Library via AFP

Uma mitigação que o especialista em macroeconomia da Universidade do Porto, João Loureiro, num comentário à RTP Antena 1, refere que o uso desta tecnologia aumenta a eficácia em muitas atividades económicas, que “por via deste efeito a IA poderá estar a atenuar o que é o impacto negativo de outros motivos, que bem conhecemos.”

Mas ao mesmo tempo o uso e o constante aumento de aglomerados electrónicos e o uso de gigantescos servidores - data center - para a expansão da Inteligência Artificial representa um problema, pois para ser usada a IA tem de haver obrigatoriamente um aumento no consumo elétrico dos centros de dados.

Um data center de IA é uma instalação que acolhe infraestruturas de tecnologia de informação (TI) específicas necessárias para treinar, implementar e disponibilizar aplicações e serviços de IA. Estes centros de dados usam arquiteturas avançadas de computação, rede e armazenamento e recursos de energia, bem como de refrigeração para os servidores poderem efetuar o processamento dos dados.

Uma questão que para o antigo ministro do ambiente Matos Fernandes temos de ser cautelosos em relação ao desenvolvimento dos centros de dados - necessários ao crescimento da Inteligência Artificial, que podem trazer no futuro novos desequilíbrios.

Apesar dos cuidados o antigo governante afirma que com o paradigma atual a transição energética vai ter de ser uma realidade.

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